Saturday, 29 March 2008

Coquinho em Napier

Registrado por mim na data de hoje. Um coquinho muito cabrero na Marine Parade, bem no centro de Napier. Swell 3-5ft E/SE, vento N.

Thursday, 13 March 2008

Cuba St

Acupuntura, antiguidades, arte, automóveis, institutos de beleza, livros, motoserras, medicina chinesa, roupas, cafés, polícia comunitária, computadores, artesanato, cristais, dança, eletrônicos, artigos de pescaria, flores, comida, chafariz, móveis, jogatina, jogos, cabelereiros, cânhamo, prédios históricos, hotéis, jóias, couro, mercadinho, caixa automático, música, animais, farmácias, entretenimento adulto, skates, tattoos, tecnologia, viagens, vinil muito, muito mais...

Logo que você vira na esquina e se dá conta que está no início da Cuba Street, no centro de Wellington, se depara com uma placa que contém o texto do parágrafo acima. Cuba Street é um lugar boêmio, alternativo, multi-étnico onde é possível observar chineses, indianos, turcos, africanos, europeus, latino-americanos, punks, góticos, hippies, homens de negócios, todos os tipos (e cores) de cabelos e preferências sexuais possíveis andando lado a lado ao longo de sua extensão.

Durante o dia a rua é mais quieta, embora movimentada. Boa parte dela é um calçadão onde os pedestres tem mais espaço para andar. Cafés e bares costumam colocar mesas no calçadão onde, neste caso, é permitido consumir álcool em área pública. Buskers (músicos que tocam na rua por dinheiro) aparecem todos os dias e noites para exibir seus talentos e ganhar algumas moedas.


No final da tarde os tipos mais exdrúxulos começam a sair de suas tocas. É quando pode-se ver os loucos e pirados prontos para mais uma noite na Cuba. Quando a noite cai, a loja que vende todos os artigos e acessórios para maconheiros (menos a erva em si) fecha, mas tem um cara que fica lá dentro e vende party-pills através de uma janelinha e ele fica aberto até tarde da noite.

E é à noite que as pequenas portas entre as lojas ao longo da rua, que são quase impossíveis de se perceber durante o dia, se destacam. Portas estas que levam ao segundo andar ou ao porão dos prédios antigos e mal conservados e lá rolam bandas locais de heavy metal, punk/hardcore, rock and roll e todos os outros estilos onde a guitarra grita.

Para as pessoas mais "normais" uma boa opção é ir no Irish Pub, boa cerveja e banda ao vivo fazem de lá um bom lugar para se divertir com os amigos.

Para os famintos opção é o que não falta. Se você quer comida turca vai achar 3 opções. Uma é um mero Kebab fast food, bem ao lado do Irish Pub. O outro é um pouco maior mas fede, e o terceiro é um restaurante muito interessante onde no fundos tem uma espécie de tenda com umas mesas baixas onde dá pra se sentir em outro país. E eles tem uma "Pizza Turca" com uma massa grossa e formato oval que é deliciosa.

Você ainda pode optar por comidas de outros países tais como China, Japão, Singapura, Malásia, Vietnam, Índia, México, Itália, etc. Todos estão lá e com preços em geral bem acessíveis.

A Cuba é mais ou menos isso. Vale a pena conferir!

Saturday, 8 March 2008

Aprecie sem chateação

Entender de vinho e buscar conhecimento é bacana. Pode ser sinônimo de sofisticação de paladar. Mas cuidado, tem que ter medida. Fugindo dela, a pessoa se torna aborrecida e pode virar uma enochata. Há três tipos legais de apreciadores de vinho:

(1) o enófilo, que bebe e aprecia com um certo grau de conhecimento;

(2) o enólogo, que estuda e entende mesmo do assunto;

(3) o sommelier, que entende muito e, profissionalmente, monta adegas e sugere vinhos em restaurantes.

Mas há um tipo mala de apreciador de vinho: o enochato. Infelizmente, esse último se espalhou como praga em parreiral. Em reuniões sociais, em encontros despretensiosos, ele se manifesta por meio de um vocabulário rebuscado, largando pérolas em metáforas difíceis até para os especialistas entenderem. "Percebo asfalto derretido" ou "parece frutas vermelhas do bosque", ou ainda "lembra pitanga morna ao sol do meio-dia", são impressões divulgadas após um único gole e, preferencialmente, diante de uma platéia de leigos.

- Comparar os aromas dos vinhos a frutas e ervas é uma tradição européia, mas que chegou aqui um pouco deturpada. É claro que os vinhos têm esses aromas, mas para as pessoas que trazem essas referências - explica Juliano Maroso, dono da Giuliano Vinhos, uma das principais lojas de Porto Alegre.

O enochato é descrito pela maioria como uma pessoa de conhecimento raso, que adora ficar propagando regras, ou aquele de conhecimento mais aprofundado, de mais conteúdo, mas que se faz inadequado, exibindo seu talento em salões onde não é convidado.

- Vinho foi feito para dar prazer, para beber, e não para impressionar as outras pessoas. Enochato bebe rótulos, não vinhos. Se você gosta de determinada bebida, toma e ninguém tem nada a ver com isso - dispara o jornalista Saul Galvão, que há mais de 30 anos escreve sobre o assunto em livros e no jornal O Estado de S. Paulo.

É fácil perceber quando o enochato arma o ataque. Tudo começa na implicância com a carta de vinhos do restaurante. Se ele sente que o garçom sabe pouco sobre vinho, a cena se encaminha para o constrangimento. Geralmente, após complicar na escolha, ele implica com a temperatura. Para o enochato, ela nunca está correta. Segundo Juliano Maroso, o ritual de apreciação de um vinho não está errado, desde que a pessoa saiba o que está fazendo. Rodar o copo pela haste (para acelerar a oxigenação do vinho e ajudar a "abri-lo"), cheirar a rolha (para verificar se está bouchonné, com a rolha atingida por fungos), cheirar a bebida (para perceber o bouquet, o aroma) e olhar contra a luz (para análise da coloração) está correto, mas pode intimidar o vizinho de mesa se feito de forma ostensiva - uma atitude clássica do enochato. Enochato que é enochato não diz que o vinho é de cor escura, fraco ou forte. Ele abusa no emprego de termos como violáceos, rubis. O vocabulário entre os apreciadores está evoluindo e, sem dúvida, dependendo da maneira como é empregado, afugenta qualquer um. Diz-se que um vinho tem "personalidade", "fineza" e "estirpe", é "sedutor" e "aveludado". Ou "duro", "rude", "sem sutileza". Isso, no mundo dos iniciados. Na mesa dos amigos...

- O encantador do vinho é não ter regra - declara Rogério Concli, da Expand, a maior importadora de vinhos da América Latina.

O jornalista Saul Galvão participa de um grupo de degustação há 25 anos, em que as garrafas são envoltas em alumínio e os participantes precisam identificar as suas características.

É chamada degustação às cegas, para que o degustador não sofra a influência do rótulo.

- O vinho me ensinou humildade. Quem diz que entende é uma besta, não dá para entender do assunto - diz.

Além de serem antipáticos socialmente, até nos negócios os enochatos têm uma influência negativa.

- É um problema para o mercado porque cria uma áurea de intelectualidade em torno da bebida. Isso amedronta e intimida e não estimula que as pessoas se iniciem no consumo - explica Flávio Martins, coordenador do curso de Marketing do Vinho da ESPM.

Para Claude Troisgros, chef francês radicado no Rio de Janeiro, diferentemente das categorias citadas na abertura deste texto, existem três tipos de apreciadores de vinho:

(1) o realmente profissional, que precisa existir para fazer evoluir o mundo do vinho;

(2) o cara que diz que conhece, mas na realidade não sabe nada;

(3) e o amador. Categoria na qual o chef modestamente se inclui.

- O resto é só felicidade.

extraído do blog de Fernanda Zaffari - ClicRBS

Um dos melhores vinhos brancos que já tomei aqui na NZ

Friday, 7 March 2008

Thursday, 6 March 2008

about Brasil

Eis algumas perguntas/comentários que já me fizeram quando disse que sou do Brasil:

- tem carros velozes lá?/Nissan Skyline?
- hehehe cocaína! não vejo a hora de ir pra lá!
- é verdade aquela história do Cidade de Deus?
- hmm, é la que tem aquele "cara" em cima do morro (Cristo Redentor)
- as minas do beach volei!!!
- fui pro Brasil uma vez e me lembro que em São Paulo fiquei apaixonado por uma massa frita com recheio de frango (coxinha)
- Brasil?! você é de Puerto Rico?
- é lá onde tem aquele festival do tomate? (Várias pessoas perguntaram isso)
- Blanka!!! (essa avacalhou de vez com a brincadeira)